Cuidado com a valorização da carência

Neste dia, chamado de “dia dos namorados”, percebendo nas redes sociais pessoas valorizando suas carências afetivas, resolvi escrever meu pensamento que passo a aludir a seguir…

NÃO VALORIZE A CARÊNCIA, carência valorizada se torna num deus dos mais destrutivos no panteão mundial. Tem gente que, através da “valorização da carência”, abre um buraco emocional na vida e, com isso, não consegui se valer, se curtir; curtir o seu próprio eu. Não estou, obviamente, minimizando a vontade de se ter alguém, mas, antes de se ter alguém, se tem de se gostar e se curtir também, antes de pensar em ter alguém.

A valorização da carência, se não tiver um autocontrole, ela aumenta exponencialmente seus níveis de ansiedade (que naturalmente todos temos), e a ansiedade exacerbada (1)tirará seu sono, (2)consumirá sua alma, (3)te fará imediatista, (4)te projetará em fantasias emocionais e afetivas das mais transloucadas, (5)vislumbrará para si gente que, de certo modo, seria a mais clara manifestação de um jugo desigual, (6)gerará em você um sentimento de rejeição em cada “não” que ouvir, e o pior, (7)te atrapalhará nas escolhas que terás de fazer em sua vida. E digo uma coisa: “uma decisão de vida a dois, sincronizada e bem pensada, já nos traz certas dificuldades no viver, o que será de uma convivência de uma repleta incompatibilidade de gênios?” Eu teria CERTA SUSPEIÇÃO, mas eu tenho a ASSERTIVA CERTEZA que as consequência são das mais trágicas, pois, a priori, te deixará em êxtase achando está no “fantástico mundo de Bob” e ela no “Alice no pais das maravilhas”, mas, com o tempo, a conta chega e até que a pessoa entra na estatística do “ah, foi apenas mais um, foi apenas mais uma que veio e foi embora”, e também se cai na categoria do “dedo podre, esse não para com ninguém; essa não dá certo com ninguém.”

Para alguns, às vezes é difícil, mas, geralmente os mais robustos relacionamentos acontecem sem regas para acontecer, acontecem na mais plena naturalidade… nos esbarrões da vida, nas esquinas, nas filas de um banco, de uma lotérica, nas praças, nos pontos de taxi ou de ônibus; às vezes até pelas vias virtuais, não é verdade!? – quem sabem…

Quem geralmente sai à caça, até encontra o que se foi buscar – até porque está todo mundo muito fácil hoje em dia, hoje já não existe mais a figura do “garanhão galanteador”, porque certas mulheres também entraram nesse barco de carências e se relativizaram no caminho, ambos se tornaram UM no processo –, então, em geral, você até encontra o que busca quando sai à caça – não me refiro “sair à caça” O ‘ir a qualquer lugar de entretenimento’, não é isso! –; mas quando nos tornamos no “caçador(a) desenfreado de relacionamentos”, o que se encontra geralmente é a antítese de tudo o que anteriormente queríamos de verdade.

SEJAMOS SINCEROS TAMBÉM: Nem todos passaremos essa existência encontrando ou tendo que encontrar o amor da vida, a “cara metade”, ou a pessoa que mais preencha nossos desejos. Isso é claro, existem inúmeros fatores que contribui.

Termino dizendo uma coisa:

Quem anda com Deus, ainda que esteja sozinho, sozinho não está!

Rubens Júnior,
Campos/RJ,
12/06/2020

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